O coração destroçado pelas mesquinharias

Luís Antonio

O telefone do apartamento tocou. Do outro lado da linha, a 700 quilômetros do corpo estraçalhado de Luís, estava seu irmão, José Celso Martinez Corrêa. Esperava Luís para a ceia de Natal, ao lado das duas irmãs e da mãe, na casa da família, em Araraquara, no interior de São Paulo. “Seu irmão foi assassinado”, informou o policial ao telefone. “O Luís foi assassinado”, repetiu José para a família reunida em volta da mesa posta para a ceia. Zé Celso tinha 50 anos, treze a mais do que Luís. À frente do Teatro Oficina, já havia sido atacado no palco por caçadores de comunistas, preso pela ditadura, torturado e exilado. Mas foi naquela noite de Natal que Zé Celso conheceu a tragédia.

A história da morte do irmão de Zé Celso, Luís Antonio Martinez Corrêa, um crime que mudou a maneira como os crimes contra homossexuais passaram a ser vistos pela opinião pública, está na reportagem que fiz para a Revista Joyce Pascowitch que acaba de chegar às bancas.

Obrigado, Flavia, pela indicação. Obrigado, Vanessa e André, pela edição caprichada. Obrigado, Carol, Clayton, Gio e Roxo, pela ajuda.

Zé e Luís: evoé!

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