Pilantropia do caralho

O MENELICK 2º ATO

Um exemplo fornecido por Sérgio Franco exemplifica como o grapixo pode incorporar em sua estética aspectos críticos e criatividade sem abrir mão da transgressão. Um grupo de grafiteiros/pixadores foi contratado para cobrir a agência de um banco famoso [o BankBoston] localizado numa região nobre de São Paulo. A ação seria capitaneada como um exemplo de inclusão, tolerância e contemporaneidade por parte do banco. No decorrer dos trabalhos, um artista colocou frases totalemtne legíveis aos não iniciados no universo da pixação que remetiam a ideias como povo e pobreza. Funcionários do banoc advertiram o artista e solicitaram que ele continuasse a fazer desenhos ou se utilizar de uma lingaugem mais abstrata. O artista, contrariado, seguiu a orientação e escreveu em letras no estilo codificado da pixação, o que passou despercebido para os funcionários do banco: “Pilantropia do caralho desse banco de bosta.”

Do artigo Transgressão e Arte: o Brasil e o seu lugar na street art global, de Márcio Macedo (Kibe), publicado em O Menelick 2º Ato, uma revista de cultura negra muito bacana.

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